Contando carneiros.
Era a hora de dormir, e o relógio marcava dez e meia da noite. Porém, meu espírito inquieto e noturno deu início às reflexões dentro de hora e mergulhou em seu próprio tédio, abrindo margem aos meus devaneios. Era a vida que dava sentido à mim, ou eu quem dava sentido à vida? O sentido de tudo mora em reinventar-se inventando a arte, ou (apenas) moldar-se? Começamos a morrer à partir do momento em que nascemos – portanto nossa ansiedade crônica – ou então caminhamos em linha reta em direção ao desconhecido, e nisto mora a beleza de tudo? O que seria refletir? E o que seria o eu?
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