Sobre o tempo.

Questionamos o tempo como se ele nos devesse alguma explicação. O quantificamos, rotulamos e inventamos sentidos ao mesmo. Somos artistas, criadores de propósitos e razões por trás de tudo. Somos criações de nós mesmos, e também criaturas. Somos muitos dentro de um, mas também somos únicos. Quanto tempo há para quem o questiona? A resposta não existe, e existe ao mesmo tempo. A dualidade quase se esconde, e te responde – no silêncio – que este é o tempo que há. O propósito, por vezes, reside dentro do clichê cotidiano, da palavra saturada, naquilo que já não damos tanto importância. Não damos ao tempo a devida importância. Nós somos o tempo que temos. 

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